CIDADE ESCRITA

A VERDADE FALADA PELO COMPUTADOR

sexta-feira, 30 de março de 2007

AIDS no Aracati


Mulheres e homens; homo e heterossexuais aracatienses estão se infectando com o HIV e tomam um susto quando descobrem a verdade através de um simples teste feito no Hospital Municipal. Outros levam na 'esportiva' e acabam não se tratando como deveriam; alguns fazem descaso da problemática e afirmam que AIDS é um mito, “não existe como Deus”. O preconceito ainda é acentuado e, além da Secretaria de Saúde, somente a Associação de Prostitutas e Homossexuais de Aracati (APHA) realiza um trabalho de ação social e prevenção.


A Zona Urbana, o Pedregal, Canoa quebrada são locais de maior incidência. A moderna Canoa Quebrada de encantos mil, pelos depoimentos colhidos de nossas fontes, é local com índice de incidência de HIV por causa da prostituição. Meninos e meninas, menores de idade muitos, são prostituídos e gringos, em grande parte, exigem o não uso do preservativo na relação, porque é prática comum na Europa descartar o preservativo.


No Aracati, mulheres casadas ou juntas como se identificam, relatam como foram surpreendidas em casa ao descobrirem portadoras do HIV; infectadas pelo marido que possuíam mais de um parceiro ou parceira sexual. Muitos soropositivos aracatienses usam drogas ilícitas e em casos bem específicos, contraíram o vírus, porque transaram sem camisinha totalmente desnorteados.


Para a coordenadora e do programa de DST’s e AIDS, Dione Costa, 34, “A estatística vem carecendo e existe um número significativo como de uma ponta do iceberg. Essas pessoas vêm fazer pré-natal, prevenção, problemas dermatológicos, doenças sexuais e acabem realizando o exame e descobrem precocemente”, disse. Em outro momento, Dione afirmou que “os médicos hoje estão voltados em relação ao HIV para descartar diagnóstico. No Aracati, muitas pessoas descobrem assim que tem o vírus desta forma”.


Desde que o programa de prevenção foi criado em 1989, foram registrados 60 casos de pacientes com AIDS, com algumas mortes. “Soropositivos são 65 até agora, e esses números são crescentes. A medida de 300 exames, 1 ou 2 são positivos”, disse Dione. Ela nos informou que nem todo soropositivo desenvolve a doença; nem todo soropositivo tem AIDS. É considerada uma pessoa com AIDS “aquela que é soropositivo e desenvolve uma série de doenças que chamamos de complexo relacionado a AIDS como a tuberculose, pneumonia, diarréia, febre. Quando essa série ocorre em uma pessoa que tem HIV, afirmamos que ela desenvolveu AIDS”.


A situação é preocupante e a educação sexual constitui um mecanismo de retardamento do aumento da incidência. O preconceito só colabora para o aumento do risco social, e grande parte dos soropositivos é pobre e necessitados de uma assistência social e psicológica para conviverem com a doença. Hoje é possível levar uma vida normal através uma medicação regrada, graças à tecnologia da Medicina Contemporânea.


É por isso que toda a mobilização da sociedade é fundamental. As escolas, universidades, ongs, associações, poderes públicos devem se interagir e cada um fazer o seu papel. A juventude é vítima certeira da irresponsabilidade com o próprio corpo; os pais devem conhecer o assunto e uma simples conversa com os filhos pode mudar radicalmente essa situação em que se encontra, no mundo, o Aracati.


A APHA “é uma entidade que ajuda as pessoas. Nós estamos presentes em várias situações do Aracati”, afirmou a presidente Maria Auxiliadora, 52.

Aprovado convênio com Colégio Marista

A Câmara Municipal aprovou um convênio entre a Prefeitura e o Colégio Marista. Na ocasião, a Secretária de Educação e professores do Colégio compareceram à seção e foi unânime a aceitação dos vereadores em relação à matéria.

O convênio consiste num auxílio financeiro há 19 funcionários entre professores e outras funções.

O professor de história, André Gurgel, 27, disse que “a escola faz um trabalho completo de educação, sem alterar em nada sua filosofia; e que o convênio é necessário, porque cerca de 500 alunos não podem pagar os estudos”.

Para a Secretária de Educação, Célia Bernardes, “esse convênio vem reforçar a educação na Cidade. O Marista está se tornando um anexo do Colégio Municipal”. Bernardes, durante a seção, foi convidada a ir à tribuna e explicou em detalhes a importância do projeto.

O vereador kaká Solheiro, presidente, afirmou que a Câmara começa bem os seus trabalhos, aprovando matérias desta natureza que só vem engrandecer a Cidade. A responsabilidade do vereador é essa: zelar pelo bem do povo.

Mais da metade dos alunos maristas não possuem condições de pagar a mensalidade, e outros possuem abatimentos considerados. O convênio visa estabelecer uma parceria para dar apoio a uma instituição que, desde 1947, presta um relevante serviço ao Aracati.


A história

A História Marista em Aracati começou nos idos de 1945, quando o aracatiense Benedito Augusto de Carvalho (Bení Carvalho), quando Interventor do Estado do Ceará, fez a doação para a construção de um colégio para educação masculina em Aracati. Na época, quem cuidava desses assuntos no Município, era a Sociedade Aracatiense de Educação, fundada em 25 de Outubro de 1945. No início de 1946, a Sociedade Aracatiense de Educação convida a Congregação dos Irmãos Maristas para dirigir o Ginásio destinado à educação masculina, que seria instalado em 1947. Foi oferecido aos Maristas um terreno no centro da cidade, medindo 117 metros de frente por 210 metros de fundo e já tendo em construção cinco salas de aula. No final de 1947, as salas e o muro que circundava o colégio estavam concluídos. (marista.edu.br)


Aquecimento Global: Somos contra o desmatamento do Mangue

O planeta Terra ficará mais quente nos próximos anos. As geleiras dos pólos serão boa parte derretida, causando o aumento do volume de água dos oceanos. No Brasil, o desmatamento da floresta Amazônica causará danos ao clima, ao solo e a centenas de animais que ficarão sem habitat em muitas regiões. No Aracati, - imagine ai leitor! O Rio Jaguaribe poderá perder boa parte de seu volume de água, bem como sofrer ainda mais com assoreamento. E política ambiental, nada!

A nossa realidade converge para o desmatamento criminoso do Mangue em nome do lucro, sem levar em conta a importância desta vegetação para todo um eco-sistema, do qual estamos inseridos e que compreende a maior comunidade ribeirinha do Jaguaribe: o nosso Aracati.

As maiores culpas do aquecimento global são dos Estados Unidos e China: os maiores poluidores do mundo. – pau em Bush! é claro. Mas no Aracati, os danos ambientais cooperam para um culpado – quem?! Tá na cara né! Quem desmata o Mangue vai pagar aqui e além deste plano, porque o mangue é uma vegetação de vida para a vida, inclusive para o camarão.

A comunidade aracatiense não tem consciência da importância do Jaguaribe para geração de renda baseada na ecologia. Os nossos governantes não são capazes de entender que desenvolvimento sustentável é um fato existencial, e acontece muito bem quando temos gestores responsáveis com o meio ambiente. O Aracati precisa gerar renda a partir dos recursos ambientais. A Gestão Pública precisa interagir com ambientalistas, e buscar parcerias para reciclar o lixo e promover educação ambiental através da coleta seletiva.

- Viva o Mangue!

O que teve nos blocos

Os sete blocos do Carnaval Cultural se apresentaram com o maior estilo possível e com muita criatividade artística. Os organizadores do evento se esforçaram para dar condições, mesmo mínimas, para as ruas não terem de reclamar se o carnaval passasse em branco.
Em todas as noites, o grupo Rumbora abria os desfiles mostrando um resumo de todos os blocos participantes.

O bloco Caveira saiu com as cores pretas, brancas e cinza, e detalhes de plumas, escudos e asas de anjo. Adolescentes participaram e havia um mestre sala e porta bandeira.
Os Índios abriram ala com cavaleiros, muitas penas e detalhes por todo o corpo. Carroças, alas de meninos e meninas com tochas, arcos e flechas; rezadeiras e personagens da Umbanda como Tranca-Rua, Pomba-Gira, Mãe Tutu e Iemanjá foram personificadas em várias pessoas.
Eternos Foliões, o antigo bloco dos Velhos, veio acompanhado da banda Chico de Jane tocando as antigas marchinhas. Baianas de amarelo, o destaque do laquê, fantasias com chapéu de cor azul e uma ala de vermelho mostravam o enredo ‘Bailar das Cores’.

Os Baianinhos da AIB desfilaram com roupas baianas, plumas, meninas com roupas de Carmem Miranda, ala de crianças, carro alegórico, mostrando o labirinto; meninos sambistas, pescadores e muitos torcedores do time de futebol do Bairro de Fátima: Navegantes Esporte Clube.
O Boi apareceu brilhante com ala de crianças de chapéus de palha, meninas com saias estampadas azuis, flores e o maior carro alegórico com um dos precursores da tradição do Boi em Aracati: Antônio Cajueiro.

Com tudo isso, a Rua Grande empolgou-se também com o bloco do Zé Pereira, na quinta-feira gorda à noite debaixo de muita chuva. Na quarta de cinzas, o bloco dos Loucos da Praça Dom Luís encerraram o carnaval ao meio-dia.

Idéias de reciclagem e geração de renda

Um aracatiense apaixonado pela sua cidade. Um homem capaz de perceber num pneu a possibilidade de transformar a natureza e gerar renda. A Pneuart foi uma idéia que deu certo através de Alonso Reis Bento, 51, inventor, carpinteiro, pedreiro, pintor, desenhista, compositor, cantor e artesão.

O artista polivalente optou pela natureza. Alonso Reis atualmente está à frente da Pneuart com a família, e desenvolve uma atividade essencial para o meio ambiente.

Os jarros para plantas, cadeiras confortáveis e totalmente decoradas, mandalas dos mais variados estilos de prender a atenção de quem quer que se depare com o trabalho. A Pneuart faz perceber o quanto se pode fazer de pneus obras de arte, além dos trabalhos de garajais e outras idéias.

Para Alonso, a Pneuart “veio da necessidade financeira “e que o primeiro pneu veio do lixo. Em seguida começou comprar a matéria-prima ao preço de R$0,50, até o ponto de transformar “pneus em decoração e utilidades do lar como vaso de plantas, cestos, roupeiros, cadeiras, divisórias de jardins e balanços para parque infantil”, disse. A esposa Lusidélia Bento também participa dos trabalhos.

A diversidade cultural de nosso artesanato surpreende qualquer design formado. Alonso Reis, além de artista, é um micro-empresário que percebe no meio ambiente a oportunidade de negócio com responsabilidade social. Vale a pena conferir de nosso artista do Aracati.

Juventude Organizada: caminho e progresso

Um evento de três dias e as principais entidades debatendo e propondo políticas adequadas para a região que compreende Aracati, Fortim e Icapuí.

O II Seminário Regional de Políticas Públicas de Juventude promovido pelo Projeto Desenvolver (PD) e as três prefeituras, nos dias oito, nove e dez de fevereiro: quinta, sexta e sábado, reuniu diversas entidades com o tema: Juventude Organizada: Eixo de Transformação Social!, na cidade de Fortim.

Palestras, grupos temáticos e apresentações culturais foram realizadas e sub-temas foram discutidos como meio ambiente, educação e tecnologia; saúde e sexualidade; trabalho e renda; esporte e lazer; arte e cultura; violência e drogas e cidadania e inclusão de jovens que foram debatidos entre cerca de 180 participantes.

Com o PD, algumas entidades participaram da organização do evento: Filhos do Mangue, Conexão e Jaé (Jovens em Articulação Ética) de Aracati; De Icapuí: Assumi (Associação de Universitários de Icapuí), Aratú e Umade (União das Mocidades das Assembléias de Deus de Icapuí). Do Fortim, nenhuma entidade participou da organização.
Destaque para o professor Luis de la Mora, da Universidade Federal de Pernambuco(UFPE), que abriu o evento, na noite de quinta-feira, falando sobre o tema.

Outra discussão debatida na tarde de sexta foi à extinção da Sejuv, pelo governador Cid Gomes, onde um abaixo assinado foi realizado, pela UJS(União da Juventude Socialista) durante o evento, e aderido amplamente pelos participantes.

Na sexta foi apresentado um mapeamento dos grupos de juventude organizados e o Plano Nacional, resumidamente, por Josbertini Clementino, 27, membro do Conselho Nacional, e Breno Fernandes, 26: membro da Universidade da Juventude; Ong de Fortaleza responsável pela organização social de grupos juvenis e um dos organizadores da Future: Feira de Rumos e Atitudes.

No sábado, outros dois momentos de destaque: no primeiro, tivemos a palestra de Herivelton Silva, 30, popularmente Del, do Movimento Nacional de Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), que abordou a importância da juventude se organizar em entidades e da experiência do Movimento em alguns bairros de Fortaleza como Lagamar, Serviluz, Centro, Barroso II, Aerolândia e Pio XII. No interior, o movimento atua somente em Sobral e desde 1986 existe no Ceará, no compromisso de defender o direito de crianças e adolescentes em áreas de risco.

No segundo, os pernambucanos Karina Oliveria, 24, e Haroldo Almeida, 19, do Fórum Permanente das Juventudes de Recife (FPJR) organizaram uma dinâmica com todos os participantes e ressaltaram a troca de informações e experiências entre as entidades, frente ao Poder Público e a Sociedade Civil.
No último momento, as entidades se reuniram em grupos por cidades e houve o lançamento do edital de apoio financeiro para projetos.

Comentários dos convidados
Para Josbertini Clementino, 27, membro do Conselho Nacional, comentando sobre os Conselhos Municipais de Juventude afirmou que “o primeiro passo é construir o Conselho de Juventude de forma democrática”; em outro momento ele disse que o conselho “é uma ferramenta necessária, mas não é suficiente”, disse Clementino sobre esses órgãos que precisam existir na região como qualquer outro conselho de esfera pública. Em seu discurso, ele explicou o Plano de Nacional Juventude (PNJ), resumidamente, e comentou várias deficiências que envolvem a realidade do jovem no Brasil. Clementino participou da elaboração do PNJ, elaborado pela Câmara Federal e mais de 5000 lideranças de juventude do país, e disse que “quando as entidades se unirem, cada um com seu serviço, lutando por causas comum de todos, não tem como os governos não atenderem as reinvidicações dos jovens”.

Breno Fernandes, 26, da ONG Universidade da Juventude de Fortaleza, falou que a Secretaria Nacional é um canal de viabilização de políticas direcionadas, mas que ainda estamos construindo no Brasil, uma identidade de luta. Ele questionou a extinção da Sejuv e espera uma decisão mais certa do governo Cid. A Universidade da Juventude tem dois anos de existência e a missão de formar e organizar entidades. Na palestra, Fernandes afirmou que o trabalho e a geração de renda são as principais reinvidicações dos jovens brasileiros.

Para José Augusto, diretor de juventude de Aracati: “A importância do Seminário está em esclarecer ao jovem o quanto é importante que as decisões sejam elaboradas por ele. Ele deve entender que é parceiro, e não o que promove a ação sozinho”, afirmou. Augusto ressaltou a viabilização de projetos por parte de líderes de juventude para concretizar as ações em sociedade.

O Resgate do bairro de Fátima

Os Baianinhos da AIB conseguiram o segundo lugar no Carnaval Cultural 2007, levando para a Rua Grande o enredo que conta à história do bairro de Fátima. Em 2006, o bloco falou sobre a vida de Maria Alves da Silva, conhecida popularmente como Maria Bahia.

Com roupas de baianas, meninas saíram às ruas do Aracati com fantasias de Carmem Miranda; meninos de calça azul e bailarinas cor-de-rosa e um carro alegórico, além de mostrar o labirinto, o pescado e a paixão pelo futebol local com o time Navegantes Esporte Clube.

A popular dona Maria Bahia foi uma das fundadoras do bloco com o irmão Marista Luis Gonzaga, e Francisco Cândido: morador do bairro no ano de 1974.

“Ela era a líder do Bairro e promovia todo tipo de festa como quermesses, quadrilhas, gincanas, dia do ancião, dia das crianças e natal. O bairro de Fátima participava de quase todas as competições da Cidade e saímos vitoriosos em algumas”, falou Francisca Alves da Silva, 62, filha de Maria Bahia.

Para os moradores do bairro, Maria Bahia tornou-se um referencial. Era uma mulher que mobilizava a comunidade, muito determinada e organizada. Em tudo que empreendia dava certo e “as coisas aconteciam. Ela era do povo e muito resolvida nas coisas”, afirmou Regina de Fátima, 49, cantora do bloco.

O estilista do bloco Rafael Pereira, 19, disse que “nossa participação engrandece e nos valoriza. Como sabemos, o Aracati é um celeiro de cultura, porém, na maioria das vezes, o artista encontra-se só, sem apoio. Há um período onde os artistas expõem suas idéias e mostra o seu reconhecimento”.

Este ano, o samba enredo do bloco foi feito por Gustavo Guiló que também compôs o do ano passado, e foi cantado por Regina de Fátima e Ângela Maria.

Quem sou eu

Minha foto
André de Souza Ferreira, 28 anos, estudante de Comunicação Social- Jornalismo da Faculdade Integrada da Grande Fortaleza; filho do Aracati com todo amor do coração e assessor de Juventude da Secretaria de Esporte e Juventude - SEJUV.