.jpg)
Mulheres e homens; homo e heterossexuais aracatienses estão se infectando com o HIV e tomam um susto quando descobrem a verdade através de um simples teste feito no Hospital Municipal. Outros levam na 'esportiva' e acabam não se tratando como deveriam; alguns fazem descaso da problemática e afirmam que AIDS é um mito, “não existe como Deus”. O preconceito ainda é acentuado e, além da Secretaria de Saúde, somente a Associação de Prostitutas e Homossexuais de Aracati (APHA) realiza um trabalho de ação social e prevenção.
A Zona Urbana, o Pedregal, Canoa quebrada são locais de maior incidência. A moderna Canoa Quebrada de encantos mil, pelos depoimentos colhidos de nossas fontes, é local com índice de incidência de HIV por causa da prostituição. Meninos e meninas, menores de idade muitos, são prostituídos e gringos, em grande parte, exigem o não uso do preservativo na relação, porque é prática comum na Europa descartar o preservativo.
No Aracati, mulheres casadas ou juntas como se identificam, relatam como foram surpreendidas em casa ao descobrirem portadoras do HIV; infectadas pelo marido que possuíam mais de um parceiro ou parceira sexual. Muitos soropositivos aracatienses usam drogas ilícitas e em casos bem específicos, contraíram o vírus, porque transaram sem camisinha totalmente desnorteados.
Para a coordenadora e do programa de DST’s e AIDS, Dione Costa, 34, “A estatística vem carecendo e existe um número significativo como de uma ponta do iceberg. Essas pessoas vêm fazer pré-natal, prevenção, problemas dermatológicos, doenças sexuais e acabem realizando o exame e descobrem precocemente”, disse. Em outro momento, Dione afirmou que “os médicos hoje estão voltados em relação ao HIV para descartar diagnóstico. No Aracati, muitas pessoas descobrem assim que tem o vírus desta forma”.
Desde que o programa de prevenção foi criado em 1989, foram registrados 60 casos de pacientes com AIDS, com algumas mortes. “Soropositivos são 65 até agora, e esses números são crescentes. A medida de 300 exames, 1 ou 2 são positivos”, disse Dione. Ela nos informou que nem todo soropositivo desenvolve a doença; nem todo soropositivo tem AIDS. É considerada uma pessoa com AIDS “aquela que é soropositivo e desenvolve uma série de doenças que chamamos de complexo relacionado a AIDS como a tuberculose, pneumonia, diarréia, febre. Quando essa série ocorre em uma pessoa que tem HIV, afirmamos que ela desenvolveu AIDS”.
A situação é preocupante e a educação sexual constitui um mecanismo de retardamento do aumento da incidência. O preconceito só colabora para o aumento do risco social, e grande parte dos soropositivos é pobre e necessitados de uma assistência social e psicológica para conviverem com a doença. Hoje é possível levar uma vida normal através uma medicação regrada, graças à tecnologia da Medicina Contemporânea.
É por isso que toda a mobilização da sociedade é fundamental. As escolas, universidades, ongs, associações, poderes públicos devem se interagir e cada um fazer o seu papel. A juventude é vítima certeira da irresponsabilidade com o próprio corpo; os pais devem conhecer o assunto e uma simples conversa com os filhos pode mudar radicalmente essa situação em que se encontra, no mundo, o Aracati.
A APHA “é uma entidade que ajuda as pessoas. Nós estamos presentes em várias situações do Aracati”, afirmou a presidente Maria Auxiliadora, 52.

Um comentário:
Aracati está vivendo um completo abandono. Desemprego, criminalidade, drogas lícitas e ilícitas, AIDS e outras calamidades sociais geradas pelo descaso e ingerência da administração pública. Os jovens sem esperanças, que terminam o mau fadado segundo grau ou a faculdade do Vale do Jaguaribe, se submetem ao patronato escravocrata aracatiense que vive às duras penas, para sobreviverem. A única diversão do jovem aracatiense é cachaça e forró. Além de não terem alternativa de emprego e renda, não tem alternativa cultural.
Canôa, Dragão do Mar e lágrimas.
Abraços.
Postar um comentário